sábado, 10 de dezembro de 2011

Sustentação Anual

 

"O Cristo não vos disse o que se refere a essas virtudes de caridade e amor? Por que deixastes de lado os seus divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras, o coração às suas doces máximas? Eu desejaria que se votasse mais interesse, mais fé às leituras evangélicas; mas abandona-se esse livro, considerando como texto quimérico, mensagem cifrada; deixa-se no esquecimento esse código admirável. Vossos males provém do abandono voluntário desse resumo das leis divinas. Lede, pois, essas páginas ardentes sobre a abnegação de Jesus, e  meditai-as" (Que a mão esquerda não saiba o que faz a direita, cap. XIII; 12. O Evangelho Segundo o Espiritismo).              


 Em 10-12-2012, às 2 hs e 30 min.

Prece deixada por Apoena para os trabalhadores da Casa:

"Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

O que mais podemos fazer diante da grandeza desse Universo, a não ser agradecer ao Mestre Jesus por nos dar esse momento de Glória nesse mundo de provas e expiações. Como duvidar de Sua exixtência diante de tamanha e rara beleza.

Irmãos, em tudo o que fizer coloquem amor. É o amor que dá sentido a todas as coisas. Um gesto sem amor é apenas um gesto; uma palavra sem amor é uma palavra vázia; uma prece sem amor é palavra vázia que não alcança o céu.

Pratiquem o amor.  A caridade é amor, o perdão é amor, a benevolência é amor, a indulgência é amor, enfim, todo o bem que se fizer ao próximo é amor. E, o amor é a maior Lei Divina.


Sejam espíritas na prática do amor incondicional. Amem o Evangelho porque nele está contido todas as demais leis que se resumem na Lei Maior que é o Amor".

Que Assim Seja!


Senti forte emoção ao chegarmos no local da Sustenção. A lua cheia resplandecia no Céu. Já não estava mais sozinha. Eis que Apoema acompanhava-me. Colocou-se em posição de guardião, em silêncio profundo. Pude perceber tão somente as ondas molhar meus pés num suave vai e vem das águas. Poucos, talvez, tenham percebido a sua presença naquele trabalho, mas sei que a espiritualidade da Casa sabe que esteve lá. O espaço estava todo tomado pelos preto-velhos, índios, caboclos e ciganos. Apoema acompanhou atentamente todo o desenvolvimento do trabalho daquela hora. Deixou em mim a sensação de paz e leveza da alma. Uma paz que a algum tempo busco dentro de mim.

Não pude manifestar a sua presença porque os cuidados são neste dia para os caminheiros. Mas ele permaneceu ali, majestoso, como um convidado muito especial. Fora a primeira vez que o recebo. Desejoso em deixar sua mensagem, seguiu para sua aldeia espiritual feliz pelo trabalho realizado. Os Espíritos adiantados não se prendem a exposição de sua presença. Para eles o que importa é praticar o bem sem que ninguém os veja, ou saibam de quem partiu a caridade. Mas, como médium da Casa, não posso guardar para mim uma mensagem tão bonita e renovadora de energia, ainda que cumprindo com as regras do Centro.

Logo que Apoema se retirou chegou o meu guia ou "santo-de-cabeça" (Umbanda). Senti primeiro a passagem de um preto-velho, logo depois sua chegada suave, foi cumprimentado pelo Mentor da Casa, Pai João, e, em pouco tempo partiu deixando uma alegria incontestável em meu ser. Retornei ao meu corpo físico nos braços de Pai João. Então, permaneci em mim, para os cuidados requeridos. Sinto-me renovada, literalmente "sustentada" para continuar a seguir o meu caminho. De retorno a minha casa, percebi a presença de Sutão das Matas, em silêncio, acompanhou-nos em retorno aos nossos lares. Permaneceu comigo até que eu caísse num sono tranquilo para refazimento da minha energia vital. Assim Seja!

Luz e Paz!




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"(...) Quem se faz instrutor deve valorizar o ensino aplicando-o em si próprio" (Joanna de Ângelis.