domingo, 8 de março de 2015

O PODER DA FÉ E DA CIÊNCIA


Em 06/03/2015; às 16hs e 30min.

Glória à Deus nas Alturas, e paz na Terra entre os homens de boa-vontade!

É nosso dever darmos graças ao Senhor, em todas as coisas, e nossa Salvação. Rendamos graças ao nosso Senhor, Jesus Cristo, por ter nos acolhido em seu amor. E, agradeçamos aos Benfeitores Espirituais que prepararam essa psicosfera de luz e de amor, onde o trabalho se realizou, em nome de Deus.

Retornei de uma nova cirurgia bem sucedida. Como roguei ao senhor, meu Deus, para honra e glória do seu nome e do nosso senhor, Jesus Cristo, o resultado da reconstrução óssea surpreendeu à toda equipe médica. Todos podiam duvidar... menos eu! Eu não poderia duvidar, em momento algum, do seu amor. Se o Criador me permitiu chegar até aqui, não deixaria jamais de me assistir nas minhas necessidades. De tão imenso e sublime o seu amor, deu-nos o seu filho unigênito para que tenhamos vida eterna. Então, como duvidar!

"Quando o lutador teme ou recua em pleno campo de batalha, já perdeu metade da luta. É necessário confiar quando há uma conspiração ameaçadora. Acreditar quando tudo é fluido e belo não passa de infância emocional da criatura. Crer nos momentos difíceis e perseverar nas horas de receio são as perenes diretrizes de que Jesus se fez instrumento e as viveu" (Frei Francisco D'Avila).

O médico fez a incisão, de início, para a retirada apenas do "distrator ósseo", ele não acreditava que o osso tivesse se regenerado por completo. Mesmo com o RX panorâmico mostrando a presença da formação do tecido ósseo, o médico não conseguia acreditar no resultado alcançado. Após a incisão, verificou a formação do osso completamente calcificado, o que possibilitou a retirada não só do "distrator", bem como da placa de reconstrução que sustentava o osso na região maxilar. 

A surpresa foi geral entre a equipe médica, de tal modo que não se sabe mais qual será a próxima etapa do tratamento, pois, diante do surpreendente resultado, o médico está estudando uma alternativa para prosseguir com a distensão do osso, o que ele não acreditava ser possível, porque este modelo de "distrador osteogênico" não faz a curvatura da mandíbula, o osso segue linearmente, o que não possibilitaria continuar com o procedimento. Dessa forma, pararíamos nesta fase e faríamos o implante dentário, a seguir. No entanto, o osso cresceu de tal maneira que conduziu o queixo numa posição curvilínea, e de tão boa a regeneração do tecido ósseo, há possibilidade em prosseguir com o "distrator osteogênico" até a altura do côndilo, construindo, assim, uma nova mandíbula. 

O meu coração está em festa! Como não me alegrar em Deus, vendo tudo isso se realizar em minha vida, após 25 anos de espera, sem recursos e com todos desacreditando dessa possibilidade. Somente eu, em silêncio, e já resignada da minha condição de mutilada, orava e sonhava com este dia. Apenas sonhar já me fortalecia. Sonhar é o primeiro passo para o impossível acontecer.

Possuímos, em nós mesmos, pelo pensamento e a vontade, um poder de ação que se estende além dos limites da nossa esfera corporal (L. E. questão 662). Alimentar esse pensamento dentro de mim, fez tudo isso acontecer. O que não é alimentado, morre. Então, é preciso cultivar bons pensamentos e manter a fé. É preciso não oscilar entre a fé e a crença daquele que ora crê e ora descrê, segundo os próprios interesses. Fé é decisão firme daquele que sabe onde quer ir. Diz-se que: "nenhum vento sopra a favor de quem não sabe onde quer ir".

Antes de ser submetida a cirurgia física, mais uma vez recorri a cirurgia espiritual, na Casa Espírita. Desta vez, fui atendida por Dr. Bezerra de Meneses, que me encaminhou para tratamento espiritual e disse-me: "_ Filha, preciso que você se fortaleça mais ainda. Todos podem duvidar, menos você!". 

Eu precisava realmente acreditar nestas palavras.

Na noite antecedente a cirurgia, fiz o Evangelho no Hospital, ("Cuidar do corpo e do Espírito", cap. XVII; 11.  E. S. E.). Às vezes, negligenciamos nosso corpo, por acreditar ser "vaidade" cuidar do corpo físico e não nos atentamos do quanto o carro físico é indispensável para a nossa caminhada espiritual. O corpo físico deve ser visto como o abrigo do Espírito e, por isso, templo de Deus. Deus habita em nós. Não devemos adorar ao corpo, mas, contemplá-lo como coisa santa. Para a perfeição espiritual não é necessária a maceração do corpo. O martírio do corpo não faz do Espírito menos egoísta, menos orgulhoso. É o Espírito que deve se mortificar e se dobrar até tornar-se mais dócil a vontade de Deus (E.S.E.). "Amai, pois, a vossa alma, mas cuidai também do corpo, instrumento da alma". 

No centro cirúrgico compreendi o que Dr. Bezerra me pedira dias antes. Aguardava o procedimento da anestesia, que comumente antecede uma cirurgia de médio a grande porte. Conquanto, desta vez, não seria o mesmo. Então, orientou-me o anestesista: 

"_ A senhora vai passar por uma intubação por fibroscopia (fibra ótica), porque a articulação oral está comprometida. Eu vou precisar que a senhora permaneça acordada durante o procedimento, por isso ele é feito com uma leve sedação e anestesia local na laringe e tráqueia. São três furadinhas na garganta, quando eu pedir pra senhora tossir, a senhora tosse que é para ajudar na indução, somente depois a senhora será anestesiada".

Sendo leiga no assunto, pareceu-me simples todo o procedimento, até a chegada do cirurgião contestando-o: "_ Não, eu não posso concordar com este procedimento, é muito arriscado". A técnica em anestesia interferiu: "_ Não tem outro jeito dr., ela não tem articulação suficiente para intubação oral". 

A intubação por fibra acontece quando o paciente não pode ser intubado via oral. A cânula é introduzida através da cavidade nasal, e não há como visualizar sua indução na laringe e tráqueia. O paciente deve estar consciente para ajudar no processo e o anestesista poder verificar que a intubação ocorreu satisfatoriamente, somente depois, o paciente é anestesiado (SCORDAMAGLIO: 2005).

E lá se foram eles para outra sala, onde passaram meia-hora discutindo o procedimento. Fechei os olhos, e como de praxe, nestas horas, orei invocando a presença do meu Anjo Protetor e chamei por Dr. Bezerra, pedi a intercessão da Espiritualidade junto ao Pai Celeste. Entendo ser Jesus Cristo o médico a conduzir a cirurgia. Os médicos são apenas instrumentos utilizados, como todos nós somos, atendendo aos desígnios de Deus. A equipe espiritual que nos assiste é formada pelos Bons Espíritos, no plano astral.

Segundo os Benfeitores Espirituais esclarecem a Kardec, no Livro dos Espíritos, "todos nós temos um Bom Espírito, ligado a nós desde o nascimento, que nos tomou sob a sua proteção. Sua missão junto a nós é a de um pai sobre os seus filhos: guiar seu protegido no bom caminho, ajudá-lo com seus conselhos, consolar suas aflições, sustentar sua coragem na prova da vida" (L. E. questão 491).

Por fim, conduziram-me a maca cirúrgica. A intubação seria por fibra. Neste instante, veio em minha mente as palavras de Dr. Bezerra: "_ Todos podem duvidar, menos você". Então, entreguei-me aos cuidados da Espiritualidade que ali se fizera presente. 

"_ Inspire e expire, esvazie seus pensamentos. Perceba a luz se formando sobre você. Confie!".

Era uma luz de um amarelo intenso, que me envolveu por inteira. Então, percebi o meu corpo espiritual emergir acima do meu corpo físico, como se levitando num sono suave. Ouvi, ainda, a voz do anestesista dizendo-me: "_ Eu preciso de você acordada, não durma". 

Neste momento, a técnica aproximou-se do meu corpo, contemplou-me e suspendendo o meu braço pelo punho, largou-o dizendo: "_ Ela não está dormindo, está concentrada". 

Nada mais ouvi ou senti, deixando o meu corpo físico aos cuidados da equipe médica, enquanto a equipe espiritual, em outra dimensão, cuidava do meu corpo perispiritual.

A meditação é um exercício milenar praticado por diversas religiões, envolve um conjunto de técnicas para treinar a mente e proporciona benefícios cognitivos e emocionais. A meditação pode ser feita em qualquer lugar, não sendo necessários equipamentos ou roupas especiais. É necessário assumir uma postura corporal confortável, desejando uma autotransformação, o bem-estar dos outros e o alívio de seus sofrimentos (RICARD, M.:2014).

Despertei somente na manhã seguinte, já com o médico dando-me alta do hospital, nas primeiras horas do dia. Não havia passado nem doze horas após a cirurgia. A equipe médica estava em estado de êxtase com o sucesso do tratamento. E, eu, em estado de graça! Com a alma de joelho, mesmo o corpo estando em pé. Todos podiam duvidar ... menos eu!

Essas são as maravilhas que o Senhor nos reserva e que a Ciência em aliança com a Religião vem alavancar. A maravilha do avanço tecnológico-científico cumprindo seu papel sobre a humanidade. Grandes inteligências trabalham no mundo material e no mundo moral para dar cumprimento as leis de Deus. A vida prossegue no além-túmulo, e o trabalho para a evolução da humanidade continua. A Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve levar em conta o elemento espiritual, e a Religião deixando de desconhecer as leis orgânicas e imutáveis da matéria, devem marchar juntas, apoiando uma a outra dissolvendo o conflito que originou a incredulidade e a intolerância entre os povos (E.S.E.).

Tudo antes de acontecer no plano físico, já existe no plano espiritual. O Espírito André Luis retrata isto muito bem no livro "Nosso Lar", psicografado por Francisco Cândido Xavier. Jesus já nos consolava: "Há muitas moradas na casa de meu Pai" (João, XIV: 1-3). As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento (E.S.E., cap. III; 1-2).

O homem imbuído de inteligência é o responsável por esta transformação material e moral no mundo. Na mudança são várias as disposições. Na transformação o trabalho já se efetivou.  A consciência uma vez desperta não regride. E, o despertar da consciência nos obriga a tomada de decisões, a sair da inércia. A Ciência que não ilumina a inteligência humana para o bem não pode ser considerada agradável aos olhos de Deus. Assim também, a Religião que não faz do homem um ser melhor, não segue o mesmo princípio, que é Deus. Amar a Deus é disseminar amor entre os povos, independente da cor, da raça e das crenças.

O Espiritismo é a nova ciência que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e sua relações com o mundo material (E.S.E.). Ninguém pode dizer que uma coisa não existe só porque não acredita nela. Acreditar ou desacreditar é algo subjetivo. Todos podem desacreditar de você, menos você mesmo. Ainda que queiram lhe convencer de que você não é capaz, acredite em si mesmo. Quem acredita sempre alcança. E, quem ama a Deus, nunca está sozinho.

"Todo aquele que ama ao que gerou, também ama ao que dele é nascido" (1 Jo. 5. N.T.). Somos todos nascidos de Deus. Quem ama ao seu irmão, ama  Deus, o Pai. Quem é nascido de Deus crê em Jesus, o Cristo. Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em Cristo, o filho de Deus. Quem ama ao Filho tem a vida. É na confiança que temos em Cristo que recebemos o que pedimos, segundo a sua vontade. Creia em Jesus e Ele lhe ouvirá.

Deus vê a todos e deixa a todos o livre-arbítrio, como deixa também os grãos de areias soltos ao vento. Porém, somente no homem colocou a consciência. É a consciência que nos inspira bons conselhos, é preciso saber escutá-la. As boas inspirações vêm dos Espíritos Protetores e são sentinelas vigilantes que Deus coloca no nosso coração. Antes de acusar a Deus pelo sofrimento e infortúnios, veja quanta miséria tem abaixo de você aguardando uma mão amiga, uma alma generosa. Lança-te no trabalho do bem, e agradeça antes a Deus por querer lhe provar. Amanhã, somente Deus sabe (E.S.E). Que Assim Seja!

Luz e Amor!



"E acontecerá  nos últimos dias, diz o Senhor, que eu derramarei do meu Espírito sobre toda a carne, e profetizarão os vossos filhos, e vossas filhas, e os vossos mancebos verão visões, e os vossos anciãos sonharão sonhos. e certamente naqueles dias derramarei do meu Espírito sobre os meus servos e sobre as minhas servas, e profetizarão". (Atos, II: 17-18).

 (O Evangelho Segundo o Espiritismo. Coletânea de Preces Espíritas, cap. XXVIII; 8)

domingo, 15 de fevereiro de 2015

LIBERTE E LIBERTE-SE: A Influência dos Espíritos em Nossa Vida



Em 14/02/2015; às 09:00 hs.

Hoje o meu esforço está concentrado em mudar os pensamentos perturbadores que insistem em impregnar o meu campo vibratório, deixando-me em profundo desalinho emocional. Percebo que de alguns dias para cá, preste a passar para a segunda etapa da minha cirurgia de reconstrução de face, encontro-me com comportamento compulsivo, ou seja, sei que não devo mais repeti-lo, que já não cabe mais em mim, pois que, escolhi ser moralmente melhor, dentro dos ensinamentos do Cristo e servidora de Deus, mas que querem me dominar, causando-me profundo mal estar, angústia e ânsia.

Estive no Centro Espírita, casa onde trabalho, e não consegui expor para a Espiritualidade o que tanto me afligia. Existem coisas que ferem nossa dignidade e que não gostaríamos de compartilhar com ninguém. São as dores mais secretas da alma, que nos reduz àquilo que verdadeiramente somos e que não desejamos deixar transparecer ser. As lágrimas derramadas, quase sempre sufocadas, deixam escorrer a dor que realmente sentimos - a dor moral.

Falei de coisas que não são realmente as causas dessas minhas angustias, coisas frívolas e banais para quem já suportou o peso de tantas provas sem desanimar. Em pensar que são coisas frívolas e banais, dei-me conta de se tratar de influências espirituais perversas, que se comprazem no sofrimento alheio, por nada mais ter o que fazer porque nada levaram da vida terrena, e, que, por invigilância minha, conseguiram canalizar suas energias deletérias no meu campo energético. Muitas vezes, quando tudo nos parece maravilhoso, descuidamo-nos da "porta mental" e a deixamos entreaberta, permitindo a entrada de invasores ocultos.

Tudo tem transcorrido bem. Graças a misericórdia Divina, nada tem me faltado apesar de não ter pudido trabalhar neste período, não me faltou remédios, alimentos, pessoas generosas. A providência Divina cuida de tudo quando esperamos no Senhor. Conheci até uma nova família, que até então desconhecia, chamada "vizinhos". Na falta da minha família corpórea, foram estes que me serviram, com muito amor. Conquanto, dias atrás, uma das mãos que estava estendida para mim, resolveu fechar-se. Entendo que sua vida sofreu um "retrocesso" e que ela não estava preparada para isso, apesar, de sem perceber, ter pedido ao Universo: "_ Eu quero começar do zero". E, tudo na sua vida zerou!

Eu fiquei muito triste por ela. Sei que é uma pessoa de alma nobre, mas que, como todo ser imperfeito, trás dentro de si vícios, resquícios de vidas passadas, ainda não superados. A ambição e a ingratidão o fez desprezar tudo o que já havia conquistado na vida material. Mas, a questão é que ele começou a culpar os outros por seu fracasso, e a Deus. Então, disse-me que não conto mais com sua ajuda. O problema não foi este, o que mais me doeu, foi que alegou todo o feito e acusou-me de ser um peso em sua vida. Implorou-me: "_ Eu quero a minha liberdade!".

É muito doído sentir-se peso sobre o ombro do outro. Neste dia eu chorei muito, não tive palavras para expressar o meu constrangimento. Logo agora, que vou precisar de ajuda para continuar o meu tratamento e poder colocar o implante dentário, terceira e última etapa desse processo, senão, todo procedimento poderá se perder. Deus proverá! Sinto também por ele, não quero que ele perca todo benefício que constituiu fazendo o bem, fechando o coração em amarguras. Daí, tomei a decisão de segurar as rédias da minha vida com mãos firmes. Não quero mais ser peso na vida de nenhum irmão, e nem por ventura culpá-los do meu fracasso.

Pensando assim, decidi vender minha casa, único bem terreno a mim concedido, e mudar minha vida. Queria mudar de casa, de bairro, conhecer outras pessoas, abrir meu próprio negócio, trabalhando com o que gosto de fazer. Me vi novamente sonhando, como há algum tempo já não sonhava mais. Senti-me envolvida por uma esperança renovada dentro da minha alma. Comecei a desejar tantas outras coisas, a me envolver nesses desejos, construir imagens de dias felizes, com fartura, minha família reunida, meus amigos, meu cachorro, retomar meu trabalho na Casa Espírita e fazer mais... Tantos projetos! E, orei à Deus. Pedi-lhe que abençoasse minhas decisões, e que meus projetos estivessem dentro de seus propósitos. "_ Senhor, seja feita sempre a tua vontade, ó Pai, e não a minha".

Divulguei o anúncio e logo apareceu comprador interessado na casa. E, logo encontrei uma outra casa, atendendo a todas minhas necessidades atuais. Estava sentindo-me verdadeiramente abençoada! Não cabia mais em mim. Tudo concorrendo para um desfecho feliz, no meu curto entendimento. Então, tudo mudou. Não fechei a venda da casa, não pude comprar a outra, e o pior, eu não esperava que fosse "dar tudo errado". Tudo parecia harmonioso, tudo parecia perfeito. Nós (os interessados na negociação) estávamos super unidos, ajudando-nos mutuamente para que tudo se casasse. A presença de Deus era tão firme nesses momentos, que todas as portas se abriram em torno das nossas propostas, que não se concretizaram. Por que, meu Deus?

No primeiro instante, "meu mundo caiu", em nada mais me concentrei. Depois, resolvi levantar-me, agradeci e confiei na vontade de Deus. Mais tarde, comecei a pensar em todos sonhos perdidos juntos com as propostas. Comecei a ouvir aquela voz se repetindo: "_ Eu quero a minha liberdade!", e, perdi a minha paz. Comecei, também, a procurar um culpado, alguém palpável a quem poderia atribuir-lhe o infortúnio. Comecei a conjecturar diversas possibilidades que não mais a vontade de Deus: olho-gordo, inveja de alguém, usura, vingança, forças ocultas, etc. e, permaneci por dias presa a estes pensamentos, sem mais conseguir  me conectar com Deus.

Fico agora pensando sobre o tempo e a energia que gastamos estando presos às coisas, às pessoas, à sentimentos, etc., que não têm nenhum significado real em nossa vida. Fico pensando que só o verdadeiro amor liberta. Quando nos retemos à alguma coisa, pessoa ou até sentimentos, estamos na verdade não só prendendo, como, também, estamos presos à estas coisas. E, quando estamos presos, não seguimos para lugar algum, e nem deixamos seguir. Tudo é bom que esteja livre para fluir, mover-se, acontecer. Isto tanto nas pequenas como nas grandes coisas.

O nosso pensamento é energia, e pode transformar-se em nitroglicerina pura, fazendo explodir e destruir tudo à sua volta. Tudo começa pelo pensamento. Se quero mudar algo, preciso primeiro mudar o meu pensamento. O pensamento dá forma a tudo, é a força propulsora do Universo. Eu não preciso fazer mandinga, bruxaria, feitiço, tudo isso apenas são símbolos, que representam de forma figurada os desejos mais secretos e profundos do ser.

Assim, transfere-se a energia mental para esses objetos. A força está na energia que eu transmito a esses símbolos através do meu pensamento; do que está cheio o meu coração. Basta a ausência do bem para ser uma influência malévola. Para fazer o mal, tanto quanto para fazer o bem, basta apenas pensar no mal ou pensar no bem e já começa a se realizar, se formar, se materializar. O pensamento começa a tomar forma.

Os Espíritos se comunicam através do pensamento. O pensamento chega de um Espírito para outro (encarnado ou desencarnado) através do fluido. O fluido é o transmissor desses pensamentos. Conforme a palestrante espírita Maristela Santos (2013) esclarece, todos estamos mergulhados dentro de um oceano de fluido - Fluido Cósmico Universal (FCU), substância básica da criação. Através desse fluido, veiculam os nossos pensamentos de um lado para outro, através de mundos diferentes. A disposição desse veículo está em função do motor desse veículo. Quem dá velocidade a este veículo é a vontade daquele que está pensando (SANTOS, M.; 2013).

O fluido é neutro no Universo. Quem dá qualidade diferente a esse fluido é o pensamento do encarnado e desencarnado. O tempo todo que eu penso, eu expresso por irradiações mentais essa qualidade, transfiro para o fluido desse ambiente e ele vai transportá-lo. (SANTOS. M.; 2013). Quando pensamos no bem estamos produzindo energia de qualidade que ficará impregnado no FCU. Da mesma forma, quando estamos pensamos no mal estamos dando qualidade negativa ao fluido do ambiente. De acordo com o nosso pensamento, irradiamos boas ou más qualidades de energia no Universo, por isso somos responsáveis pelo fluido que irradiamos. Os nossos mais secretos desejos são irradiados para o Universo.

Na questão 459, O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta aos Espíritos Benfeitores: "_ Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?". Esclarecem-lhe os Espíritos: "_ A esse respeito sua influência é maior do que credes porque, frequentemente, são eles que vos dirigem".

Entretanto, o mal que me atinge não é aquele que me fazem, mas aquele no qual eu entro em sintonia, o qual eu fortaleço com o meu próprio pensamento. Atinge-me quando eu passo a vibrar nessa mesma onda de energia negativa. Se alguém me deseja o mal, não está na verdade me fazendo mal algum, no momento em que eu não me permito esta sintonia. Posso até percebe-la, mas ela só irá me derrubar se eu me permitir envolver por ela, me deixar enredar, através dos meus próprios pensamentos. É aí, então, que só amor liberta!

Como esclarece Maristela Santos (2013), a sintonia, nós buscamos, logo, podemos mudar. A afinidade é mecânica, um tem aquilo que o outro busca, se encontram, afins. Elas chegam até nós por causa das nossas imperfeições, mas por sintonia podemos mudar a frequência. Igual ao rádio, você não gosta daquela música que está tocando e troca de frequência. Então, os pensamentos podem até nos aproximar de Espíritos inferiores, por conta da afinidade das nossas imperfeições, contudo, a escolha de mudar de sintonia é nossa. Eu não preciso vibrar na mesma frequência (onda).

As influencias que chegam até nós por conta de nossas imperfeições morais, fazem-nos mal porque potencializa o que já existe em nós. mas, podemos mudar através do trabalho no bem, pelas preces e pela reforma íntima.

Na questão 461, do Livro do Espíritos, Kardec pergunta aos Benfeitores: "_ Como distinguir os pensamentos que nos são próprios daqueles que nos são sugeridos?".  Os Espíritos respondem-lhe: "_ Quando um pensamento é sugerido, é como uma voz que vos fala. Os pensamentos próprios são, em geral, aqueles do primeiro momento. De resto, não há um grande interesse para vós nessa distinção, e é frequentemente útil não o saberdes. O homem age mais livremente e, se ele decide pelo bem, o faz voluntariamente; se toma o mau caminho, não tem nisso senão mais responsabilidades".

Não há energia mais pura e maior do que a energia do amor. Quando mantemos o nosso coração puro e elevado, cultivando os bons sentimentos, entramos em uma onda de energia superior a qualquer energia deletéria. Então, o mal que me atinge é o mal que eu mesmo me faço. Eu faço mal à mim mesmo quando retenho a energia do outro. Deixe passar! Como disse Chico Xavier, ninguém precisa segurar o "lixo energético" do outro: a inveja, o ciúme, a cobiça, a vingança, a mágoa, o ódio, nenhum elemento nocivo a nossa saúde física, moral e espiritual.

Quem ama, liberta! E se liberta! 

Se armo laços para o outro, se busco enredar o outro, seja de que modo for; por qual motivo que seja, eu também estou automaticamente enredado; eu também estou preso. O outro pode até não conseguir caminhar, porque a energia fluídica existe mesmo, e nossos sentimentos são descargas energéticas lançadas no Universo, e pode afetar negativamente o outro, sim! Nós somos esse aparelho gerador e detentor de energia. Contudo, o maior prejudicado será aquele que a lança no Universo, pois retorna para si mesmo. É a Lei do Retorno (L.E.).

Na vida é preciso amar à tudo e deixar à tudo livre. O que é verdadeiramente nosso, retorna! Se não retornar, melhor assim, porque não nos pertence. A vida é movimento, é energia que se move. A vida é amor. Se eu amo alguém, e este alguém se quer ir de mim, que vá! Ninguém pode prender o outro a si mesmo. Quando amamos os nossos filhos, por exemplo, não devemos prendê-los ao nosso lado, aos nossos caprichos. O amor não é egoísta. Pensa antes no outro do que em si mesmo. Os pais são canais para os Espíritos reencarnarem para este Mundo. Conquanto, os Espíritos são livres, têm energia própria, movimento próprio. Não se deve retê-los. É preciso deixar circular, fluir e seguir o seu curso. E, se nasceram do amor, por amor irão um dia retornar. Os laços espirituais não se rompem jamais.

O perdão liberta!

O perdão é a chave do amor. "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4; 32). Mas não esse perdão da boca pra fora, que finge jogar um véu de esquecimento por cima das ofensas, mas que de tão fino sempre as deixa à mostra, mas, o perdão do coração. É este o perdão que verdadeiramente liberta. O perdão que retira do outro o peso da culpa. Isto é desculpar! Quando eu retiro a culpa do outro, ele está livre para seguir, fluir no amor universal. E, se o outro está liberto dos grilhões da culpa, eu também liberto estou. O perdão não é unilateral, ele só acontece com o auto-perdão.

Sempre que se sentir estagnado, parecendo que nada quer andar na vida, é preciso entrar em contato consigo mesmo, e interrogar-se, sinceramente, se não se tem nada contra alguém: "Conhece-te a ti mesmo". Às vezes, é o peso da mágoa, da vingança, do ódio, da inveja, do egoísmo e da cobiça, o verdadeiro entrave para o nosso progresso material e moral. Comumente, sabotamos a nossa própria evolução moral, e consequentemente, material, jurando que somos puros de coração, e lá no âmago está retido um ódio mortal, um coração ferido, ou outro vício, que já até acreditávamos ter superado, ter ficado até mesmo em outra existência, mas, que, está lá dentro, preso, acompanhando-nos na nossa caminhada atual, servindo de entrave para nossa caminhada terrena e evolução espiritual.

Nem sempre é o outro a nos causar o mal, mas, o nosso amor adoecido. Geralmente, como seres imperfeitos que somos, preferimos jogar o peso das nossas culpas no ombro do outro: o outro é sempre o culpado: "_ Eu não sou feliz porque o outro me abandonou"; "_ Eu não tenho sorte na vida, porque Deus esqueceu de mim"; "_ Eu vivo com essa dor, porque o outro me causou". Quando, na verdade, somos nós mesmos que nos abandonamos, esquecendo de Deus, e causamos a nossa própria dor. Quando tudo está bem é fácil ser fiel ao Senhor. É na hora das tribulações que se vê a verdadeira fé em Deus.

Deus permite estas situações para colocar em prova a nossa resistência no bem, como eu me relaciono com determinadas situações. Tudo acontece pela vontade de Deus. Dói? Sim. Mas o que Deus quer de mim? Mesmo que a gente não saiba o por quê, mas sabemos para quê - para um bem maior. Deus só permite um mal para um bem maior. Para que eu reflita sobre o sentimento que aquela situação despertou em mim. Sentimentos aqueles que eu bem conheço mas que gostaria de esconder até de mim mesmo. É preciso rever, conhecer para mudar.

Na vida é preciso abandonar o lugar de vítima e tomar responsabilidades sobre si, para se libertar e ser feliz. Assim, Deus coloca à prova a nossa fé: "_ Deus está no comando". Muitas vezes, os nossos fracassos ou mazelas são apenas para provar a nossa fé e submissão diante da vontade do Pai. Muitos sofrimentos acontecem apenas para honra e glória do Pai Celeste. Para se testemunhar a misericórdia Divina. Não é praga, não é feitiço, não é "olho-gordo", não é nem mesmo "castigo", é tão somente para exaltação e glória do nome do Senhor, nosso Pai, que habita em tudo o que há, entre o Céu e a Terra, e que, nas muitas vezes, esquecemos de colocá-lo à frente de tudo em nossa vida.

Se estou sob influência negativa é porque ainda desejo o mal, o mal reside em mim. Se Espíritos inferiores me acompanham é porque os evoquei através dos meus pensamentos. O pensamento é uma troca contínua de energia. Quando nós armazenamos a energia, a transformamos em um filme que o outro Espírito está o tempo todo assistindo, e por isso conhecem-nos e exercem influência em nosso comportamento. É preciso estarmos atentos para o tipo de filme que estamos transmitindo, e que mensagem estamos irradiando no Universo (SANTOS, M., 2013).

O pensamento é nossa fonte de energia interna. Somos nós quem a direcionamos, carregamos, descarregamos e a captamos do Universo. Os Espíritos não produzem nada que já não tenhamos em nós: vaidade, orgulho, avareza, inveja, maledicência, arrogância, ressentimentos. Como orienta Divaldo Franco, podemos ter determinados pensamentos, mas não devemos contê-los. É preciso criar hábitos saudáveis, educar os pensamentos para não cair em tentação. Tentação, nada mais é do que o reflexo do que já temos, ela potencializa a nossa imperfeição.

É necessário reforma íntima, modificar o modo de ser. Afastar-se daquilo que já se sabe fazer mal. As coisas acontecem para nos testar nas nossas fraquezas, para nos fortalecer no bem. Somos nós  quem escolhemos os nossos assessores. Não existe missão em fazer sofrer, todos respondem por seus atos. Jesus ensina: "Vigiai e Orai". Em primeiro lugar vigiar para não aumentar as minhas imperfeições por influências malévolas. A mente que se fortalece não se deixa levar como folhas secas ao vento. A mente direcionada para o bem é morada dos Benfeitores Espirituais que auxiliam contra as más influências. Fortaleçamos a nossa mente através da oração. A prece destrói as armadilhas que nos tenta enredar. Quando o bem entra, o mal se retira. Que Assim Seja!

Luz e Amor!



"Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim - Há muitas moradas na casa de meu pai. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos o lugar. E depois que eu me for, e vos aparelhar o lugar, virei outra vez e tomar-vos-ei para mim, para que lá onde estiver, estejais vós também" (João, XIV: 1-3).

(Há muitas moradas na casa de meu Pai, cap. III: 1. O Evangelho Segundo o Espiritismo).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SER MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO


Em 06/02/2015; às 14:00 hs.

Glória ao Pai, nas Alturas, e paz na Terra entre os homens! Devemos sempre render Glória à Deus, Senhor único e soberano sobre tudo o que há. O Deus da fartura é o mesmo das privações. Então, em todas as coisas devemos nos regozijar no Senhor.

Estava mais uma vez recorrendo à Jesus sobre a minha ansiedade. Como é difícil controlar! Ainda sabendo que tudo está melhor do que poderia ser, pela misericórdia do Pai. Mesmo desperta aos Seus ensinamentos: "Não vos inquieteis com o dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 7; 34), como é difícil controlar o "vício" de pedir, pedir, pedir.... Sim, vício! 

Sabemos que tudo para acontecer não depende de pedir, pedir e pedir, parecendo que Deus não escuta. As coisas para acontecerem não dependem somente do pedir incessantemente, mas de se buscar, colocando-se à disposição para o trabalho. Sabemos que nenhuma folha seca cai no chão, sem a permissão do Pai. Se eu creio em Deus, como Pai zeloso que é, se não duvido da providência Divina, então, por que vivo a pedir, pedir, pedir, nessa angustiante ansiedade?

Cheguei a esta conclusão, a gente torna-se dependente do pedir, porque nunca estamos completamente satisfeitos com o que já conquistamos, querendo por à prova o amor de Deus. Então, nasce a ânsia de querer ver acontecer mais e mais, e as coisas acontecem, e continuamos insatisfeitos e continuamos a pedir e a pedir descontroladamente, perdendo o equilíbrio e a paz que só a resignação sabe alimentar. Estamos sempre famintos e sequiosos de amor, pois, se já tenho o mínimo de entendimento sobre o amor, se acredito na misericórdia do Pai, confio na sua justiça, então, por que não me liberto dessa ânsia que me abate, mesmo sabendo que o fruto só dá no seu tempo? 

Acreditamos, muito falsamente, que, para que as coisas aconteçam em nossas vidas, em sinal de humildade e fé, devemos muito pedir. Devemos cuidar em não confundir fé com presunção. Sim, devemos pedir, é verdade, o próprio Cristo nos ensina: "Pedi, e dar-se-vos-à" (E.S.E., cap. XXV; 1). Mas, também, devemos saber esperar que Deus manifeste a sua vontade. Pedimos insistentemente porque no mais íntimo, lá nas entranhas, no âmago do ser, gostaríamos que as coisas fossem exatamente como desejamos que fossem, acontecessem no exato momento que acreditamos ser o ideal, e nos entregamos mais e mais a esse vício. 

Pedir insistentemente não é força da oração, nem prova de humildade ou confiança, é força do hábito. As coisas para acontecerem não dependem somente do nosso pedir, mas são consequências do nosso esforço em construir: "Ajuda-te e o Céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho, e por conseguinte, da lei do progresso. O progresso é fruto do trabalho. "Vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; mas, buscai primeiro o reino de Deus, e sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 7; 32-33).

Pedir é algo quase incontrolável para muitos, e para que saía do nosso jeitinho e no nosso tempo é mais incontrolável ainda, isto porque, queríamos muito que fosse Deus a nos servir, e não fosse Senhor de todas as coisas. Quem fez o que está de fora, não fez o que está de dentro? Deus nos conhece por dentro e por fora. Conhece os nossos desejos mais secretos, as nossas necessidades mais sinceras. Ele é o nosso criador, como não conheceria as suas criaturas? Somos centelhas do seu amor. Qual o filho que pede pão para o pai lhe dar pedra?

Estamos na Terra para trocar os vícios pelas virtudes. E para mudar é preciso se auto-conhecer. Eu só posso mudar quando me torno aquilo que sou, e não quando tento ser algo que não faz parte de mim. Estamos aqui tentando resgatar o que perdemos de nós mesmos. Muitas vezes, acreditamos que já aprendemos tudo, e não nos damos conta que estamos apenas engatinhando. Já temos alguma noção do certo e do errado, mas pendemos sempre para onde os nossos vícios são mais fortes em nós. Ainda não adquirimos a verdadeira consciência sobre a Lei do Amor. Estamos constantemente sabotando o nosso desenvolvimento moral.

Nós ainda não controlamos as nossas ansiedades, porque apesar do esforço em mudar, estudando e buscando compreender melhor os ensinamentos de Jesus, ainda não conseguimos deixar viver o Cristo que habita em nós. O medo, uma forma de defesa apreendida pelo nosso instinto de sobrevivência, desde o estágio primitivo, o qual não aprendemos a canalizar de forma saudável, é que nos causa essa ânsia que nos enfraquece. Deixar viver o Cristo é confiar e colocar em prática seus ensinamentos de amor: ser manso e humilde de coração. "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" (Salmo 37; 4).

Somos todos instrumentos do Senhor, nosso Deus. Ora, o instrumento não escolhe o serviço e nem a quem servir, mas, serve ao seu Senhor. Se o instrumento está à disposição do seu Senhor, é um instrumento útil. Um instrumento sem serventia é descartado. O instrumento quando descartado a ferrugem o corrói. Com o passar do tempo para nada mais serve. Somente nós mesmos podemos decidir que instrumento queremos ser na Seara Divina: sermos útil, colocando-nos à disposição para o trabalho, ou descartados como inútil. Não é o trabalho que desgasta a vida útil do instrumento, mas a sua falta de uso. Não é preciso ser o melhor, mas apenas servir. Quem nunca ouviu dizer que: "tudo o que não é usado atrofia". O próprio cérebro atrofia se estagnado.

O trabalho é qualquer ação produtiva. Não importa a que você veio para este mundo, seja para o que for, busque ser o melhor instrumento nas mãos do seu Senhor. Somos nós que estamos para servir à Deus, e não Deus para nos servir. Ele nos dá esforço e nos ajuda, e nos sustenta com a destra da sua justiça (Isaías 40; 11). Então, nada de desânimo: "Eu sou contigo" (Jesus). É preciso, pois, escolher a semente, preparar a terra, plantar, cultivar e esperar o tempo da colheita, para melhor se aproveitar o fruto. Nenhum desse processo é tempo perdido. Trabalhar é fazer a sua parte aqui na Terra enquanto aguarda as providências do Céu, que, muitas vezes, se manifesta no último instante, para por à prova a nossa resignação.

Enquanto o nosso olhar estiver retido somente nas coisas da Terra, não é possível mudar e sair do sofrimento. Ninguém se eleva aos Mundos Felizes sem antes ter cumprido suas provas neste Mundo, que é de provas e expiações. A vida na Terra é o maior legado que Deus deixou aos seus eleitos. É somente através dessa oportunidade que é possível se elevar aos Mundos Felizes, designados aos Espíritos Puros: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu (...). Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração" (Mateus 6; 19-20).

Não devemos desprezar a vida, tratá-la com indiferença ou negligência. E, muito menos abrir mão dela pelo suicídio, desperdiçando essa oportunidade única, ofertada pela misericórdia Divina. A vida é uma só, as experiências ou existências corpóreas (reencarnação) é que são múltiplas. A ansiedade do coração deixa o homem abatido. É necessário elevar-se ao infinito e ver que a vida é além dessas fronteiras, ou barreiras que criamos. É preciso não ver apenas uma existência. Somente nós mesmos podemos nos libertar desses grilhões, olhando para si mesmos. Então, a justiça de Deus se revela. "E, tudo quando fizerdes, fazei-o de coração, como ao Senhor, e não aos homens". (Colossenses 3; 23). Que Assim Seja!

Luz e Amor!


"Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. Mas, o consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (João, XIV: 15-17, 26).

(O Cristo Consolador, cap. VI; 3. O Evangelho Segundo o Espiritismo)




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

SORRIR




Em 23/01/2015, às 12:00 hs.

"SORRIR QUANDO A DOR TE TORTURAR ....". 



É preciso sorrir, mesmo quando a vida parece nos dar uma rasteira e
destruir todos nossos sonhos. Mesmo que seja um sorriso meio torto. 



Sorrir na esperança de que lá do Alto há uma força superior movendo todo o Universo e que você faz parte desse Universo. Tudo no Universo está em perfeita harmonia. É preciso sorrir para fazer parte dessa sincronia, e encontrar o seu próprio eixo. 

Sorrir porque sonhos se reconstroem. 

Sorrir porque Deus tem um propósito para sua vida e confia de que você é capaz de vencer e crescer. 

Deus nos oferece a chave da vida o tempo todo, nós é que nos fechamos dentro de nós mesmos, e não a recebemos com um sorriso. 





O sorriso abre as portas do Universo, e o Universo conspira em nosso favor. 

E a dor? Ah! a dor! 

Sorria para a dor e diga para ela com seu sorriso, que em você habita o amor. 



Deus é amor.





Então, sorria!







Mesmo que já não se sinta fisicamente tão bonita, não deixe de fazer seu "Selfie", e mostrar a todos que lhe amam que a vida vale à pena, porque eles lhe amam mesmo assim. 










Sorria porque a beleza está na alma e a dor não foi em vão, você cresceu! 

Seu rosto pode não ser mais belo, mas o que importa? 



O sorriso vem da alma!




"A felicidade não está nas coisas externas nem nos acasos do exterior, mas somente em nós mesmos, na vida interna que soubermos criar".


Que Assim Seja!

Luz e Amor!









"Bem-Aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus" (Mateus, V: 8).

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

SOMOS MAIOR DO QUE ACREDITAMOS SER


Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida.
É nossa luz, não nossa escuridão, que mais assusta.
Nós nos perguntamos: quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso, fabuloso?
Na verdade, quem é você para não ser?Você é um filho de Deus.
Você, pretendendo ser pequeno não serve ao mundo.
Não tem nada de iluminado no ato de se encolher para que os outros não se sintam inseguros ao seu redor.
Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Não está só em alguns de nós; está em todos nós.
E à medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo.
À medida que libertamos nosso medo,
nossa presença libera outros.


Nelson Mandela


Em 21/01/2015: às 00:32min.

Estou preparando-me para uma nova etapa da cirurgia de reconstrução da face. Graças a misericórdia Divina, obtivemos sucesso na primeira etapa, surpreendendo a equipe de médicos que me acompanham. Através do exame de RX panorâmico foi possível constatar a formação do tecido ósseo e sua calcificação, e foi possível ver na expressão do cirurgião responsável a satisfação e o alívio. Ele temia desde o início do procedimento pelo resultado, mas, eu não. Todos poderiam duvidar da capacidade de reestruturação do meu organismo, menos eu. Eu esperei em Deus, sempre acreditei que os médicos são apenas instrumentos de Sua vontade, e que Jesus está comigo. Ele prometera: "Eu sou contigo" (Jesus). Então, por que temer? Eu não temo nem mesmo a morte, pois sei que ela não existe. Compreendo a morte não como o fim, mas o começo para a vida real; a vida espiritual.

Eu converso com o meu rosto todos os dias, digo-lhe que ele é parte deste Universo, e que tudo no Universo pode ser transformado, ele também pode, como pôde. Os elementos que compõem o nosso organismo é parte do Fluído Cósmico Universal. Somos partes da Divindade, somos luz e amor, esquecemo-nos disto, mas, somos filho do Universo. Agradeço por ele, meu corpo, abrigar-me no plano terreno e peço-lhe perdão por, em algum momento de minha existência passada ou atual, tê-lo negligenciado a ponto de mutilá-lo. Negligência esta, fruto da minha ignorância moral, que hoje, através da Doutrina Espírita, ou seja, através dos ensinamentos de Jesus, venho reformulando.

As transformações externas são resultados das nossas mudanças mais profundas, da nossa reforma íntima. Somos bem maior do que acreditamos ser. Cada um de nós somos um Universo nesse imenso Cosmo chamado Terra. Não devemos confiar somente na nossa força; é preciso acreditar que estamos sempre juntos de Deus. Deus não abandona ninguém, nós e que, sem percebermos, através de nossos vícios, é que nos afastamos de Deus, e, por isso, sofremos.

Se a cegueira da dor e do sofrimento, reflexos do orgulho, egoísmo e vaidade que ainda habita em nós, não fosse tão grande, conseguiríamos enxergar além dessa visão física (180º), e poderíamos ver, com exatidão, que somos bem maior do que tudo que no Mundo se apresenta, até mesmo do que a dor, pois que, a dor não existe. Deus não criou a doença, nós a criamos a partir daquilo que acreditamos ser real. A dor nada mais é que manifestação do estado mental. Somos todos amor, apenas precisamos manifestar Deus, que reina absoluto dentro de nós. Quando Deus se manifesta, o mal desaparece. Deus está presente em todas as pessoas, por isso, a dor não existe, o fracasso não existe, e por saber que não há lugar onde Deus não esteja, é que eu persisto, até eu me encontrar, porque quando eu me encontrar, eu terei encontrado Deus.

Agora, depois de conseguir o tratamento de reconstrução da face, compreendo que a reconstrução facial não é o mais importante de todo esse processo, mas, a transformação interior que todo esse processo me causou. Como estamos por fora é reflexo do que guardamos na alma. Talvez não fosse preciso passar por esta dor se tivesse me interrogado, desde cedo, "para quê" e não "por que" de se estar aqui, cumprindo esta prova. Deus tem um propósito muito maior sobre a minha vida do que o sofrer por sofrer. Ele aguarda por este encontro, e aguarda por você também, para que tudo fique bem. "Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei" (Isaías 43; 4).  Que Assim Seja!

Luz e amor!



"Levantar-me-ei e irei ter com o meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti. (O pai, porém, disse...) Porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado". (Lucas 15; 18-24).











quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

FORÇA


Em 07/01/2015; às 9:00 hs.

Hoje, em minhas preces, rogava ao Senhor, meu Deus, força para seguir em frente, força para lutar diante dos infortúnios que a vida oferece, e vencer. São seis meses aguardando o resultado da cirurgia de reconstrução da face. Os médicos estão temerosos do resultado por ser um procedimento novo e, eu já ter passado por quatorze cirurgias no rosto, sendo doze de tentativas de reconstrução, com rejeição. Devido aos vários procedimentos, cortes cirúrgicos, readaptação do organismo, não se pode aferir o resultado. Então, é aguardar a misericórdia divina.

Toda a equipe médica pode temer pelo resultado, mas eu preciso manter a minha fé. Sempre repito a mim mesma: estou curada, por Deus! Não me permito nutrir em minha alma qualquer pensamento contrário. Deus não dá nada pela metade. Se o Altíssimo concedeu-me chegar até aqui, algum propósito maior Ele tem sobre a minha vida. São vinte e cinco anos esperando que surgisse um procedimento que favorecesse o meu próprio osso se regenerar, e este dia chegou! Eu sobrevivi a estes anos, considerados longos, mas, o que são estes anos diante da eternidade, onde eu sei que não mais precisarei passar por esta prova? Tudo no mundo é passageiro, só não a vida que nos aguarda, a vida futura.

Sempre estamos ansiosos pelo futuro, e, nesta ânsia, sofremos desmedidamente, sem nos darmos conta do quanto é desnecessário este sofrimento, do quanto este sofrimento vão nos enfraquecem. Somos todos instrumentos de Deus. Não temos poder sobre a vida. O mundo é impotente para dar a força e a consolação que buscamos. Eis o "acaso"!

O acaso é o que não esperamos, é o que foge ao nosso controle e entendimento, é o que não conhecemos ou não sabemos explicar, por mais que projetamos a nossa vida, ele surge e nos faz seguir em outra direção. O "acaso" é a manifestação da vontade de Deus. Por isso, tenho reflexionado que não há o certo e o errado. Estamos onde temos que estar, na hora que precisamos estar, vivendo o que precisamos viver, para evoluir moral e espiritualmente. Não estamos aqui na Terra para angariar fortunas terrenas, ouros, bens materiais, mas, para crescermos em Espírito, em sabedoria. Tudo o mais, são meios utilizados pelo Criador, senhor de todas as coisas, para atingir este objetivo sublime - a evolução do Espírito.

Deus nos permite a dor, o sofrimento, para que no futuro possamos, humildes e submissos, praticar a lei do amor. A reencarnação é a oportunidade que Deus nos dá de aprendermos sua divina lei. Se já tivéssemos compreendido não mais precisaríamos nascer novamente para o amor. Renascemos unicamente para que se cumpra a lei do amor. A força que tanto suplicamos para seguir em frente, é o devotamento e a abnegação. Deus nos enviou o seu diletíssimo Filho como modelo de mansidão, de força. Porém, nós não o compreendemos e nem seguimos os vossos ensinamentos, perpetuando esse mundo de vale de lágrimas.

Assim, ter força para caminhar, é aceitar sem lastimar os desígnios do Senhor, nosso Deus. É não interrogar o por quê, mas se colocar à disposição da vontade do Pai, com coragem. A incredulidade é uma das causas de nossas chagas. Não devemos buscar a cura (salvação) de nossos dores neste mundo, mas na vida futura prometida por Jesus, o Cristo. "_ Eu sou o grande médico das almas, e venho trazer o remédio que vos deve curar. Os débeis, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos, e venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, todos vós que sofreis e que estais carregados, e sereis aliviados e consolados" (Jesus). As dores e sofrimentos morais é a parcela que nos cabe neste mundo.

Seguir em paz é ter a consciência tranquila do dever cumprido. Esta tranquilidade de Espírito nos é dada pela resignação, pela aceitação sem reclamar, mansidão, humildade, como Jesus nos ensinou, compreendendo que somos meros instrumentos do Senhor, nos entregando ao trabalho como verdadeiros servos que somos. A resistência gerada pelo orgulho e egoísmo e pela incredulidade é o grilhão que nos prende à sofrimentos infindáveis da alma.

"Tomai, pois, por divisa, essas duas palavras: devotamento e abnegação, e serei fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade  e a humildade vos impõem. O sentimento de dever cumprido vos dará a tranquilidade de espírito e a resignação. O coração bate melhor, a alma se acalma, e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente abalado estiver o Espírito" (E.S.E., cap. VI; 8).

A Doutrina Espírita instrui e dissipa o erro das revoltas e ensina o objetivo sublime da prova humana: "Amai-vos e Instruí-vos". A sabedoria é a coisa principal; é necessário adquirir entendimento. O conhecimento nos ensina a prudência, o bom-senso, a medida justa das coisas. Concordando com os ensinamentos filosóficos de Aristóteles, todas as coisas têm uma finalidade. O ser humano está na Terra para se desenvolver do estado de imperfeição ao de perfeição (maturidade), porém, nem todos conseguem ou têm oportunidade de cumprir esse ciclo na sua plenitude. Por isso, na vida, o importante é ser feliz, e ser feliz na vida é ser útil. É fazer o bem. Que Assim Seja!

Luz e Amor!


"Se me amais, guardai os meus ensinamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito de Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (João, XIV: 15-17; 26).
(O Cristo Consolador, cap. VI; 3. O Evangelho Segundo o Espiritismo) 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

RENOVAR-SE



Em 31/12/2014; às 14:00 hs.

Estive conversando com Deus, buscando compreender o que estou sentindo nestes últimos tempos, a minha inquietação. Não me sinto ingrata ou de pouca fé. Ao contrário, estou tão cheia de esperança, acredito tanto na misericórdia Divina, que mesmo antes de fazer a cirurgia de reconstrução da face, eu já me percebia curada. Então, porque esta ansiedade? Esta inquietude? Parece que não estou cabendo em mim. Eu sei que algo mudou profundamente aqui dentro, mas, eu não consigo identificar o quê. Sinto-me como uma borboleta pronta para deixar o casulo. Parece que sofri uma metamorfose, e que preciso fechar esse ciclo da minha existência para poder renascer, enfim.

Tenho adotado a prática do Evangelho no Lar, todos os dias. Este diálogo com Jesus tem me feito muito bem. Até minha cadelinha, um Labrador, preto, tem participado assiduamente dos estudos. Deita-se próxima à mesa, e lá permanece até terminar. Esta prática tem me feito muito bem, tenho pensado na minha existência de uma maneira mais pueril e mais afável. É maravilhoso sentir a presença de Jesus, todos os dias.

Confesso que muitas coisas eu não gostaria de ter vivido, ou teria feito diferente do que fiz, se tivesse o pouco do conhecimento que hoje tenho. Muitas vezes erramos, não por maldade, mas, por ignorância ou falta de orientação. 

"Como poderei entender se alguém não me ensinar?", li esta frase no Novo Testamento (Atos 8; 31), uma passagem de Felipe e o homem eunuco. Daí compreendi a necessidade de levar o Evangelho a quem não conhece. Como alguém pode aceitar a Jesus, e os seus ensinamentos, se não os compreendem, ou, interpretam de forma equivocada? Como ensina Jesus, "Não julgueis para não sedes julgados".

Comumente, condenamos nos outros o que perdoamos em nós, especialmente a ignorância, a falta de conhecimento. Se erramos, justificamo-nos por não conhecer. Mas quando é o outro quem erra, somos implacáveis no julgamento. Não buscamos nem ao menos entender o motivo que o levou ao erro. Na maioria das vezes, não só julgamos, como condenamos e sentenciamos da forma mais cruel. É preciso ter conhecimento para poder discernir entre o certo e o errado. Ter consciência é ter conhecimento. Deus dotou o homem de inteligência para que ele buscasse se instruir e evoluir moralmente. 

Allan Kardec, no Livro dos Espíritos, questão 630, pergunta aos Benfeitores Espirituais: "_ Como se pode distinguir o bem e o mal?". Os Espíritos respondem-lhe: "_ O bem é tudo aquilo que está conforme a Lei de Deus, e o mal tudo aquilo que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar com a Lei de Deus, e fazer o mal é infringir essa Lei". 

Na questão 621, os Espíritos Benfeitores esclarecem à Kardec que a Lei de Deus está escrita na consciência do homem. Então, porque a necessidade de a revelar, já que o homem a carrega na consciência? Por que ter que ensinar? Os Benfeitores respondem: "_ Ele esquecera e menospreza: Deus quis que ela fosse lembrada" (L.E., questão 621).

Daí a necessidade da reencarnação. Nós reencarnamos para aprender a amar, porque esquecemos o que é o amor. Se não tivéssemos esquecido, não necessitaria os dez mandamentos deixados por Deus, à Moisés, e nem a vinda do Cristo Jesus para nos esclarecer a sua Lei, e não precisaria da comunicação dos Espíritos se houvéssemos compreendido o maior de todos os mandamentos, e que resume todos os demais: "Amai-vos uns aos outros". Quando o homem aprender a amar, incondicionalmente, o mundo será o mundo dos Espíritos Puros, e não mais o mundo de provas e expiações.

Deus criou todos os homens iguais para a dor, a fim de que cada um pese judiciosamente o mal que pode fazer. Não existe o mesmo critério para o bem, que é infinitamente mais variado nas suas expressões. A igualdade em relação à dor é uma sublime previsão de Deus, que quer que seus filhos, instruídos pela experiência comum, não cometam o mal desculpando-se com a ignorância dos seus efeitos (E.S.E., cap. XVII; 7). Todos passamos pelas mesmas experiências na Terra, para que aprendamos uns com o outro. Na Terra não há nem superior, nem inferior. Aquele que hoje serve, poderá ser servido amanhã, ou, já o foi em uma outra existência (E.S.E.). Todos, bons e maus, somos partes na construção de um mundo feliz.

Allan Kardec questiona: "_Os Espíritos que exercem uma ação sobre os fenômenos da Natureza agem com conhecimento de causa, em virtude do seu livre-arbítrio ou por um impulso instintivo ou irrefletido?". Os Benfeitores Espirituais respondem: "_ Alguns sim, outros não (...)". Todos somos instrumentos de Deus para transformação do globo, e cumprimos um papel dentro das providências divinas, ainda que sem perceber (L.E., questão 540).

Os Espíritos esclarecem que todos somos úteis, mesmo os Espíritos mais atrasados são úteis ao conjunto. "(...) Enquanto ensaiam para a vida e antes de terem a plena consciência dos seus atos e seu livre-arbítrio, agem sobre certos fenômenos dos quais são agentes inconscientes; eles executam primeiro; mais tarde, quando sua inteligência estiver mais desenvolvida, comandarão e dirigirão as coisas do mundo material. Mais tarde, ainda poderão dirigir as coisas do mundo moral. É assim que tudo serve, tudo se coordena na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo que, ele mesmo, começou pelo átomo" (L.E., questão 540).

Como saber se estou fazendo o bem?

Kardec questiona aos Benfeitores Espirituais: "_ O homem, que está sujeito a erros, não pode se enganar na apreciação do bem e do mal, e crer que faz o bem quando, na realidade, faz o mal? Eis o que lhe respondem os Benfeitores: "_ Jesus vos disse: vede o que quereríeis que se fizesse ou não se fizesse para vós: tudo está nisso. Não vos enganareis" (KARDEC, L.E., questão 632). Tudo aquilo que não desejaria para mim, não devo desejar para o meu semelhante, isso dá a certeza de que estou no caminho do bem. Ninguém pode me fazer mal a não ser eu mesmo, pois todo o mal que pode me atingir é o mal que faço ao outro. É a Lei de Causa e Efeito, a lei que rege o Universo.

Então, o que mudou em mim?

Eu percebi que habita em mim, uma força superior que me impulsiona a seguir em frente. Percebi que a fé em Deus está em acreditar nesta força interior, que todo ser humano possuí, que é a própria essência Divina, da qual fomos criados. Deus não abandona as suas criaturas, somos nós quem nos afastamos do seu amor e, assim, criamos os nossos sofrimentos. É essa crença em Deus que nos lança para este mundo que tanto buscamos, e nos permite realizar. Ninguém é suficientemente forte para suportar as vicissitudes da vida, se não se permite esse encontro com o Deus interior, que habita em si mesmo.

Toda transformação nasce de dentro para fora, apenas não percebemos porque só olhamos para o que existe fora de nós. A transformação externa é o reflexo das nossas mudanças internas, e essas mudanças não acontecem de uma hora para outra, é resultado de uma sucessão de escolhas que fazemos ao longo de nossa existência e que vão delineando o nosso comportamento, tornando-nos maduros (evoluídos). A maturidade não está em tomar as decisões certas, mas, em saber lidar com as decisões tomadas, é tomar responsabilidades sobre as nossas escolhas. Não há certo ou errado, há o necessário para o nosso aperfeiçoamento moral. Até o nosso livre arbítrio está circunscrito pela vontade soberana de Deus, a qual costumamos denominar de "acaso", porque foge à nossa compreensão.

Todavia, estamos sempre muito desejosos de que o Ano mude, o Mundo mude, as Pessoas mudem, a Vida mude, e esquecemos que somos Nós o foco dessas mudanças. O que nos inquieta é querer mover o mundo sem nos mover no sentido desta mudança, sem nos colocarmos como parte integrante desse movimento. O Universo está todo em harmonia, somente o homem se perde do eixo porque quer mudar o sentido da vida. Não compreende que o verdadeiro sentido da vida está em si mesmo, em olhar para si mesmo, em se descobrir. O ano não pode ser novo se não renovo as minhas ações, minhas atitudes diante do Universo, não mudo o meu olhar sobre mim mesmo.

A vida é movimento íntimo, por isso interior.

Se deseja um Mundo melhor, melhore o seu Mundo Interior, como dizia o filósofo da antiguidade: "Conhece-te a ti mesmo"; 

Se deseja um Mundo de Amor, não se intimide, Ouse no Bem;

Se deseja um Mundo de Paz, Cultive a Paz que é Você;

Se deseja um Mundo de Prosperidade, tenha bom ânimo, Trabalhe pela Humanidade;

Se deseja um Ano Novo diferente, faça a Diferença;

Se deseja o Mundo Feliz, Renove-se!

FELIZ HOMEM NOVO!

Luz e Amor!


"Deus, tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o teu rosto sobre nós. Para que se conheça na terra o teu caminho, e entre todas as nações a tua salvação. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos. Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com equidade, e governarás as nações sobre a terra. Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos. Então a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará. Deus nos abençoará e todas as extremidades da terra o temerão". (SALMO 67).













segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

NATAL: A VIDA COM CRISTO


Em 22/12/2014; às 13 hs. e 20 min.


Natal, época de luz. 

Em quase todo canto do mundo, comemora-se o Natal. Milhares de luzes são acesas, iluminando a imaginação de adultos e crianças, casas são enfeitadas com belas árvores de Natal, presépios são montados para celebrar o nascimento do Messias. O Mundo vibra em uníssono comemorando a chegada do Espírito de Natal. Mas, .... o que é o Espírito de Natal?

Para muitos, o Natal é tempo de estar em família, de dar e receber presentes, de renovar o guarda-roupa, de encher a mesa de deliciosas guloseimas, fartar-se de apetitosas "aves natalinas", embriagar-se de vinhos e champanhes, gastar o décimo terceiro salário, endividar-se e fazer planos para  no Ano Novo conseguir saldar essas dividas.  Mas, .... é Natal! É um único dia no Ano! Por quê não?

Muitas pessoas nem mesmo sabem o significado de Natal, e choram porque "não vão ter Natal". E por quê não vão ter Natal, se Natal é apenas mais um dia? Não irão poder comprar roupas, não poderão se fartar de guloseimas e aves natalinas, não poderão colocar um enfeite novo na árvore de Natal, não poderão comprar presentes, não terão com quem compartilhar alegrias. Sim, muitas pessoas sentem-se só no Natal e entram em depressão. Mas, ...o que é o Natal?

Quantos não têm o que comer durante o ano inteiro, e não só no Natal? Quantos não têm um trapo para lhe cobrir a vergonha? Quantos, se quer, têm um lar? Uma casa? Então, para estes não existe o Natal? 

Poucos ainda compreendem que o Natal é muito maior do que tudo o que se apresenta. 

Natal significa nascimento. É o dia em que se celebra o nascimento de Jesus Cristo. É o dia em que Deus nos deu o  maior presente, a vida de seu Filho, para que tenhamos vida eterna. Jesus veio ao Mundo para que tenhamos vida em abundância. Assim, o Natal não deveria ser apenas um dia, e, sim, comemorado todos os dias. 

Nós espíritas aprendemos a importância do dia como um presente de Deus, para a renovação das nossas tarefas, no sentido de nos melhorarmos, evoluirmos dia a dia. Quando finda um ciclo, comemora-se festivamente as realizações conquistadas, No plano Espiritual, segundo os Benfeitores, não é diferente, comemora-se a transição de um ciclo para o outro. O Natal é a preparação para essa transição de ciclo. Esta preparação, assim como em tudo, acontece antes no plano Espiritual. 

Apesar de Jesus não ter nascido em Dezembro, segundo pesquisadores, e o capitalismo incentivar o alto consumismo, a confraternização, as encenações do nascimento de Jesus, as canções natalinas, as preces, são esforços em evangelizar, e os Espíritos Benfeitores alegram-se com isso. Esse esforço de evangelizar as pessoas também ocorre no plano Espiritual. A Espiritualidade Maior aproveita dessa comemoração para nos ajudar a evoluir. O Natal trás esse sentimento de fraternidade e de alegria. As pessoas estão mais sensíveis, mais fraternas, logo, mais acessíveis, e os Bons Espíritos aproveitam todos os momentos para nos auxiliar. Essa mudança de vibração no Natal entra em consonância com o Universo, e contribui para a transformação da Humanidade. 

Segundo Divaldo Franco, os Benfeitores Espirituais aproveitam desses bons momentos para nos levar, em desdobramento, durante o sono, a conhecer as tarefas programadas antes da reencarnação, que deixamos de realizar, para que possamos nos reprogramar. É somente através da Evolução Espiritual que se pode libertar das superstições. As superstições levam às crenças, e nas crenças há um descarga energética que altera o sistema nervoso central e endócrino, causando prejuízo ao organismo. A auto-sugestão contribui para o bem estar.

Acreditar que a felicidade está no bolso cheio de dinheiro, ou, na saúde pra dar e vender, e que só há Natal se houver roupas novas, é se afastar de Jesus, o significado maior do Natal. O essencial da vida não é ter roupas, mas ter brilho interior que ilumina por onde passa. A felicidade está em fazer o bem. Quando nos deixamos tocar por Jesus, tudo se transforma, pois, Jesus é energia regeneradora. 

A vida é uma eterna renovação. Devemos a Jesus a oportunidade de nascer e renascer para aprimorar a nossa própria existência. Sempre podemos melhorar nossa vida, só nos acontece aquilo que pode melhorar nossa vida. 

Para construir um Ano Novo é preciso estar de mente aberta e coração em paz para receber tudo o que o Universo nos enviar. Nós nos fechamos em nossas próprias perspectivas e não damos espaço para que as coisas se realizem dentro dos propósitos de Deus. Então, nos antecipamos aos acontecimentos, causando angustias e sofrimentos desnecessários para a nossa existência. É preciso, pois, reprogramar a vida e observar o que é mais relevante, ainda perdemos muito tempo e gastamos muita energia em coisas sem importância.

O mal não merece consideração, não o alimente. Tudo o que deixamos de alimentar morre. Para que alimentar mágoas, ressentimentos, maus sentimentos? Vamos cultivar o amor, mudando nossa forma de interagir com a vida, com o outro e consigo mesmo, alimentando somente o bem. "Não é o amor que sustenta os relacionamentos, mas é a forma de se relacionar que sustenta o amor".

Nem sempre as coisas virão como desejamos, mas, da maneira que precisamos que seja, para aprendermos alguma lição. Se as coisas não se realizarem da forma como esperamos, saibamos aceitá-las de bom coração, porque foi exatamente como Deus desejou que fosse para o nosso bem. Se apresentou tal dificuldade, é porque nesta dificuldade está a necessidade de perseverar. Se demorou de acontecer é para trabalhar a nossa paciência e fé. Se não aconteceu é porque não era necessária para a nossa vida. Em tudo devemos dar graças ao Senhor e nos alegrarmos no Senhor.

Mesmo não havendo registro da data de nascimento de Jesus, que segundo estudiosos, foi concebido em Dezembro e nascido em Setembro, através da Doutrina Espírita, podemos considerar a existência do Espírito desde a sua concepção. A encarnação se dá na fecundação, como explica André Luis, e não no nascimento. A reencarnação de Jesus, possivelmente, se deu em Dezembro, assim sendo, é louvável que se comemore o Natal, como sendo o nascimento de Jesus, em Dezembro.

Independente de ser uma festa pagã e não religiosa, como se acredita, ainda é um instrumento de Evangelização, de aproximação de Deus, pois que desperta no homem o sentimento de confraternização Universal. Mesmo que alguns Espíritos, menos evoluídos, deixem-se levar pela técnica de mercado e confundam a figura de Papai Noel, que nada tem de representatividade com a suavidade e doçura de Jesus, com o Espírito do Natal, o mais importante do Natal é celebrarmos a vida com Cristo. É nos permitir essa reflexão sobre a vida a partir de Jesus Cristo.

FELIZ NATAL E MUITA PAZ NO ANO QUE SE APROXIMA!

Luz e Amor!


"Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim para destruí-los, mas para dar-lhes cumprimento. Porque em verdade vos digo que o céu e a terra não passarão, até que se cumpra tudo quanto está na lei, até o último jota e o último ponto". (Mateus, V; 17-18).

(Não Vim Destruir a Lei, cap. I; 1. O Evangelho Segundo o Espiritismo)